Cadastro de Pacientes Growroom

Prezado(a)s usuário(a)s do Growroom – seu espaço para crescer,

Como sabemos, a Cannabis é uma planta com diversas utilidades medicinais e seu uso como medicamento é regulamentado em diferentes países, a exemplo da Holanda, Reino Unido e Canadá.  A Lei 11.343 prevê que para usos medicinais e científicos a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – pode emitir autorização para cultivo e preparo de medicamentos à base da planta. No entanto, a intensa estigmatização do vegetal e criminalização dos seus usuários tem impedido o acesso de pessoas doentes à medicação.

Afim de organizar a luta pelo pela regulamentação do uso medicinal da planta e conhecer melhor as pessoas que poderiam se beneficiar dessa medida, o Growroom está cadastrando pessoas que tenham diagnóstico médico para algumas doenças para a qual a cannabis tem eficácia terapêutica comprovada.

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS; Câncer; Esclerose Múltipla ou Dores Neuropáticas

Se você sofre com alguma dessas doenças e deseja se cadastrar, preencha o questionário:
http://www.growroom.net/cadastro-de-usuarios-medicinais/

Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, envie para o email:cannabismedicinal@growroom.net

Visite o Fórum de Cannabis Medicinal (medicinal.growroom.net)

Se você for portador de alguma outra doença diagnosticada por um médico e já tenha reconhecido algum alívio em sintomas devido ao uso da Cannabis nos escreva também e conte seu caso.

AVISO: Nós asseguramos o sigilo das informações coletadas e garantimos que nenhum dado pessoal será divulgado em qualquer hipótese. Além disso, o envio de dados pessoais é opcional e você poderá apenas preencher os dados sobre seu caso, sem se identificar.

Lembre-se, este é um cadastro sério. Caso faça apenas uso recreativo não responda a este cadastro. Muitas pessoas precisam de Cannabis para aliviar o sintoma de suas doenças e fazem isso por necessidade, não por prazer.

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Referendo no Arizona aprova legalização de maconha medicinal

Fica autorizado o consumo de 70 gramas a cada duas semanas.
Paciente pode plantar erva em casa se morar longe de farmácia autorizada.

“A partir deste sábado (13), o uso medicinal de maconha é legal no estado americano do Arizona. A apuração de votos de um referendo sobre o tema terminou neste sábado (13), com a vitória dos apoiadores da proposição 203 (“Arizona Medical Marijuana Act”), que legaliza o consumo de maconha exclusivamente para fins medicinais.

O “sim” venceu por uma diferença de 4.341 votos. Na contagem de votos, o apoio à proposição 203 superou a rejeição pela primeira vez ontem (12).

Com a decisão, o Arizona torna-se o 15º estado americano a permitir o uso medicinal de maconha.

Fica autorizado o consumo de aproximadamente 70 gramas a cada duas semanas.

A cada 10 farmácias, uma poderá vender maconha, contra apresentação de prescrição médica.

Quem mora a 40 quilômetros ou mais da farmácia autorizada mais próxima, poderá plantar maconha, desde que tenha uma receita médica válida.”

FOnte: G1

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Remédio feito à base de maconha pode chegar ao Brasil

A inglesa GW Pharma, produtora do Sativex, já iniciou conversas com a Anvisa

O Sativex, remédio feito à base de maconha, pode estar a caminho do Brasil. A empresa farmacêutica britânica GW Pharma revelou ao site de VEJA que iniciou discussões com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a possibilidade de vender o medicamento — indicado para tratar sintomas de esclerose múltipla — no país. “Temos um interesse muito grande no mercado brasileiro e gostaríamos de obter a aprovação para o remédio na América do Sul”, afirma Mark Rogerson, relações públicas da empresa.

Segundo Rogerson, a intenção da empresa é dar início ao processo formal de aprovação do medicamento. Uma comissão da Anvisa já teria visitado os laboratórios onde o Sativex é produzido, na Inglaterra. A unidade brasileira da Bayer Schering Pharma, que comercializa o remédio na Grã-Bretanha, também afirma que está avaliando a possibilidade de lançar o Sativex no Brasil.

De acordo a legislação brasileira, medicamentos que contenham em sua composição extratos da maconha são proibidos, mas a lei também prevê a hipótese de autorização para casos específicos.

Liberado para venda pela primeira vez em 2005, no Canadá, o Sativex recentemente ganhou autorização para ser comercializado na Espanha, Nova Zelândia e na própria Grã-Bretanha. O medicamento é usado principalmente para tratar a espasticidade, que são os espasmos musculares causados pela degeneração dos nervos que ocorre por causa da esclerose múltipla.

O Sativex usa duas substâncias da planta da maconha, o delta9-tetraidrocanabinol e o canabidiol. Essas substâncias ativam os receptores do cérebro que ajudam a diminuir os sintomas dos espasmos. Segundo a empresa, 50% das pessoas que sofrem com os espasmos causados pela esclerose múltipla apresentaram reações positivas ao remédio. “Não temos outro medicamento tão eficiente para tratar dores nervosas”, afirma o psicofarmacologista Elisaldo Carlini, de 80 anos, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e estudioso do uso medicinal da maconha desde os anos 50.

A esclerose múltipla atinge 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, não existem dados concretos sobre o número de pacientes no país, mas estima-se que haja ao menos 35.000 casos.

Fonte: Veja

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Cientistas brasileiros querem derrubar barreiras à pesquisa com maconha

Em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, a indústria farmacêutica avança na produção de remédios com substâncias da planta. Entraves legais impedem investigações similares no Brasil

maconha foi trazida ao Brasil por escravos africanos, ainda durante o período colonial. Disseminou-se entre índios, mais tarde entre brancos e, por algum tempo, sua produção chegou a ser estimulada pela coroa. Até a rainha Carlota Joaquina habituou-se a tomar chá feito com a erva, depois que a corte portuguesa se mudou para o Brasil, em 1808. A partir de meados do século XIX, circulou por aqui a ideia – importada da França – de que a Cannabis poderia ser usada com fins medicinais. Como anunciava uma propaganda das cigarrilhas Grimault, em 1905, a erva serviria para tratar desde “asmas e catarros” até “roncadura e flatos”.Em 1924, contudo, começou a difundir-se, não apenas no Brasil, mas em âmbito mundial, a tese de que o consumo da maconha era um mal. E um médico brasileiro teve papel importante nessa história.

Durante décadas, o ópio foi o maior problema de saúde pública relacionado às drogas. A Liga das Nações, uma espécie de embrião da Nações Unidas, promoveu duas conferências internacionais sobre o ópio. Na segunda conferência realizada em Genebra, em 1924, explica Elisaldo Carlini, professor do departamento de Psicobiologia da Universidade Federal Paulista (UNIFESP), “o representante brasileiro desandou a falar mal da maconha, dizendo que ela ‘era pior que o ópio’”.

A fala do médico brasileiro Pernambuco Filho está registrada em ata e entrou para a história por ter convencido, com o apoio do representante egípcio, os outros países a incluírem a maconha no rol de substâncias a serem combatidas junto com o ópio e a cocaína. O mais curioso é que Pernambuco Filho nunca tinha se pronunciado contra a maconha antes da conferência, nem voltou a referir-se a ela naqueles termos. Não se sabe por que ele comprou essa briga.

Volta do uso medicinal — A partir do testemunho do brasileiro a maconha caiu em desgraça, e a Convenção Única de Entorpecentes da ONU, realizada em 1961, reiterou as restrições à erva, inclusive para o uso científico. Pouco mais tarde, contudo, com o afrouxamento da proibição promovido por alguns países, como a Holanda, o uso medicinal e científico da maconha voltou a ser discutido seriamente.

Uso medicinal não quer dizer, necessariamente, uso da maconha fumada. Novos remédios, aprovados em países como Canadá e Estados Unidos, têm pouco a ver com as cigarrilhas Grimault do início do século passado. O Marinol, por exemplo, produzido nos EUA, é feito com THC (tetraidrocanabinol), a principal substância ativa da maconha, sintetizado quimicamente. Ele combate a caquexia, falta de apetite frequente em pacientes com câncer ou aids. O Sativex, desenvolvido na Inglaterra e hoje comercializado em mais de 20 países, alivia a dor em pacientes com câncer e também combate dores nervosas e sintomas da esclerose múltipla. Ele é vendido na forma de extrato de canabidiol, com aplicação em spray oral.

“Burocracia paralisante” – Enquanto laboratórios estrangeiros patenteiam medicamentos como esses, pesquisadores brasileiros se queixam – conforme declaração de um simpósio internacional realizado em maio deste ano, em São Paulo – da impossibilidade de realizar pesquisas com a planta por causa de uma “burocracia paralisante”. Embora a lei que trata do assunto (a 11.343, de 2006) autorize o plantio para fins científicos, a obtenção de autorizações é difícil e excessivamente demorada.

Segundo Elisaldo Carlini, que hoje tem 80 anos e já estudava os efeitos da maconha na década de 1950 com o professor José Ribeiro do Valle (1908-2000), os dois remédios são exemplos claros de que a pesquisa com a Cannabis é promissora e deveria ser encarada de outra forma no Brasil. “O Brasil já ficou de fora de várias pesquisas internacionais porque não obteve a tempo as autorizações para cultivo da planta ou importação das substâncias ativas”, diz ele. “Isso não faz sentido.”

A opinião é compartilhada por Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação a Dependentes da UNIFESP (Proad). “É ridículo que, por causa de uma mentalidade fundamentalista, a gente não avance a ciência”, diz ele.

Mas o que começou com um brasileiro pode terminar com a ajuda do Brasil. O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD), que congrega inclusive cientistas ferrenhamente contrários à descriminalização da maconha, atualmente defende a retirada da droga da lista de “substâncias particularmente perigosas” da Convenção da ONU, o que abriria caminho para o plantio controlado, com finalidade científica, se tornar mais simples.

O simpósio científico mencionado acima também recomendou a criação de uma agência brasileira de Cannabis medicinal, que pudesse testar e aprovar medicamentos feitos à base de maconha ou produzidos a partir de suas substâncias. “Não fazemos apologia do uso da droga, não indicamos seu uso recreativo nem subestimamos seus riscos. Queremos simplesmente poder investigar o potencial terapêutico da planta”, afirma Xavier. “Ciência não combina com preconceito.”

(Com reportagem de Natalia Cuminale)

Fonte: VEJA

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Antes um assunto delicado, maconha agora une famílias nos EUA

The New York Times | 17/10/2010

Filhos introduzem pais ao uso medicinal da erva, que tem aceitação para uso medicinal em 14 Estados americanos

Para os ritos de passagem de meia-idade, algumas famílias estão acrescentando outro elemento: a compra de maconha para pais idosos.

Bryan, 46 anos, um escritor que vive em Illinois, começou a fornecer maconha a seus pais há cinco anos, depois que ele lhes contou sobre o seu próprio uso. Quando estava crescendo, ele contou, seus pais eram muito rigorosos com as drogas ilegais. “Nós o teríamos castigado “, disse sua mãe, que tem 72 anos.

Plantação de maconha em fazenda na Califórnia, EUA
Mas com a idade e a crescente aceitação da maconha medicinal, seus pais ficaram curiosos. Seu pai tinha uma doença cardíaca, sua mãe sentia tonturas e náuseas, e ambos estavam preocupados com a doença de Alzheimer e o câncer. Eles leram algumas pesquisas e decidiram que a maconha valia o teste.

Bryan, que, como outros entrevistados para a reportagem se recusou a usar seu nome completo por razões jurídicas, começou a fazer brownies com a droga.

O Estado de Illinois não permite o uso medicinal da maconha, embora 14 Estados e o Distrito de Colúmbia o façam nos Estados Unidos.

Drogas pesadas

Na sua idade, sua mãe disse, eles não estavam preocupados que o uso os levaria a drogas mais pesadas, algo que tinha sido uma de suas preocupações com Bryan.

A história dessa família ainda é rara. Menos de 1% das pessoas acima de 65 anos disseram ter fumado maconha no ano passado, de acordo com uma pesquisa realizada em 2009 pelo governo federal. Mas, conforme a geração que abraçou a maconha na adolescência passa à meia idade, os médicos esperam ver um uso cada vez maior de maconha por seus pacientes idosos.

De pessoas com idades entre 50 e 65 anos, 4% disseram ter fumado maconha – um número cerca de seis vezes maior do que o de pessoas de 65 anos ou mais – sugerindo que eles eram mais propensos a continuar os padrões de uso de drogas que estabeleceram em sua juventude.

Em ambos os grupos etários, a taxa de uso de maconha foi muito baixa, cerca de 1 em 800 pessoas.

Os canabinóides, agentes ativo da maconha, se revelaram promissores como analgésicos, especialmente para dor decorrente de danos nos nervos, disse o Seddon R. Savage, especialista em dor e presidente da Sociedade Americana da Dor, um grupo de profissionais da área médica.

Dois medicamentos com canabinóides são aprovados para uso no país, mas apenas para tratar náuseas e perda de apetite. E, embora estudos preliminares sugiram que os canabinóides podem ajudar no combate ao câncer e reduzir os espasmos em pessoas com esclerose múltipla ou doença de Parkinson, os resultados têm sido mistos.

*Por John Leland

Fonte: IG Notícias

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